No segundo domingo de outubro, a Igreja no
Brasil celebra a maior devoção mariana do Norte do país, Nossa
Senhora de Nazaré, chamada carinhosamente pelos fiéis de Rainha da
Amazônia.
A
devoção a Nossa Senhora de Nazaré teve início em Portugal. A
imagem original da Virgem pertencia ao Mosteiro de Caulina, na
Espanha, e teria saído da cidade de Nazaré, em Israel, no ano de
361. Acredita-se que a imagem foi esculpida pelo próprio São José.
Por
causa de uma batalha, a imagem foi levada para Portugal, onde, por
muito tempo, ficou escondida no Pico de São Bartolomeu. Só em 1119,
foi encontrada e a notícia se espalhou, levando muitas pessoas a
venerarem a Santa. Desde então, muitos milagres foram atribuídos a
ela.
No
Brasil, uma pequena imagem da Senhora de Nazaré foi encontrada em
1700, na cidade de Belém (PA), pelo caboclo Plácido José de Souza,
às margens do igarapé Murutucú (onde hoje se encontra a Basílica
Santuário).
Plácido
teria levado a imagem para a sua choupana e, no dia seguinte, ela não
estava mais lá. Correu ao local do encontro e lá estava a
“Santinha”. O fato teria se repetido várias vezes até a imagem
ser enviada ao Palácio do Governo. No local onde a estátua foi
achada, Plácido construiu uma pequena capela.
Em
1792, o Vaticano autorizou a realização de uma procissão em
homenagem à Virgem de Nazaré, na capital paraense. Organizado pelo
presidente da Província do Pará, capitão-mor Dom Francisco de
Souza Coutinho, o primeiro Círio foi realizado no dia 8 de setembro
de 1793. No início, não havia data fixa para o Círio, que poderia
ocorrer nos meses de setembro, outubro ou novembro.
A
partir de 1901, por determinação do Bispo Dom Francisco do Rêgo
Maia, a procissão passou a ser realizada sempre no segundo domingo
de outubro. Tradicionalmente, a imagem é levada da Catedral de Belém
à Basílica Santuário.
Hoje,
o Círio de Nazaré vai além da procissão principal do segundo
domingo de outubro, contando com uma programação que se estende por
vários dias, incluindo Missas, momentos de adoração e 12
procissões.
Por
sua grandiosidade, o Círio de Nazaré foi registrado, em setembro de
2004, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
(Iphan), como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial.
Fonte: https://www.acidigital.com/











